VIDÁrvore

Na janela da minha infância
Lá, permanece a árvore,
Em seu devido lugar, balança
Por todas as direções
Ao sentir o vento brincar
Passando entre as estações

Daqui deste meu ponto de vista,
Depois da árvore resiste um ponto
De ônibus triste onde
Transeuntes respiram mas não se falam
Mal se olham humanos
Observam o asfalto, os transportes, o relógio, ou seja,
O que não é vida..

E a árvore, também resiste!
Feliz
Observando tudo
Viva o seu ar

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diego rbor ® 2019 Todos os direitos reservados © A ARTE LIBERTA!

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Lembranças do meu Eu

Exatamente hoje faz cinco anos que eu escrevo neste site\blog. O tempo é um vento suave a soprar violentamente na nossa calmaria. Em homenagem ao tempo, vou expor aqui neste post uma série intitulada “Lembranças do meu Eu”: histórias reais sobre os preconceitos que sofri na infância e que me travou por anos. Muitas poesias que escrevi sobre isso eu rasguei, então aqui vou acertar as contas com o meu passado na esperança de ser melhor compreendido.

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Segredo

Já tive vergonha de dizer que sou da favela
Já tive vergonha de me aceitar e respeitar como gay
Tive vergonha de dizer o quanto sentia fome
Tive vergonha de afirmar que pra religião eu caguei

Vergonha do meu vocabulário
e da minha voz estranha pra caralho

Senti vergonha até da minha vergonha
e de escrever cartas de amor para quem amo

Já tive vergonha dos meus antepassados
De minha história semi analfabeta
Já senti vergonha do pouco que tive
e vergonha por tentar ousar sonhar

…Depois de aaanos dando liberdade pra minha vergonha,
resolvi puxar o seu tapete!
Uma sociedade que apenas lucrou com a minha insegurança,
não merece meu pior como banquete!!

Orgulho eu nunca tive, honestamente
E a vergonha eu matei com vontade

Já tive, já tive e não tenho mais
Nem vergonha na cara
Nem vergonha no cu.

(Diego Rbor)

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A ARTE LIBERTA! ® 2019 Todos os direitos reservados © diego rbor

Memória Viva Guarani

Todo brasileiro que preza pela nossa pátria amada deve dar atenção e amor aos indígenas. Eles são os povos mais antigos daqui. Resistem até hoje mesmo diante de tanto preconceito, no meio do capitalismo degolando universos e digitais.

Eu amo a minha cultura periférica, próxima de matas e aldeias.

Sou um dos poucos que lutam pela raiz da minha história. As favelas foram tomadas pelo poder e hoje muitos estão perdidos e sem sonhos. Ao ouvir esta obra de Ñande Reko Arandu, sinto a luz me preenchendo a alma.

Desejo que seja um combustível para você também…

 

D.

Fonte

Poderosa Oração Matinal

“Agradeço por este novo dia, pelos pequenos e grandes dons que colocaste em nosso caminho a cada instante desta jornada. Agradeço pela luz, pelo alimento, pela água, pelo trabalho, por este teto, pela beleza de tuas criaturas, pelo milagre da vida, pelas crianças, pelo gesto amigo, pelo amor que nos sustenta e protege. Agradeço pela surpresa de tua presença em cada ser, pelo teu perdão que nos faz crescer, e pela alegria de ser útil, servindo à humanidade e aos que nos cercam. Que no dia de hoje possamos nos tornar melhores. Abençoa Eterno, o nosso dia, os nossos corpos, nossos familiares e amigos.

Amém.” Continuar lendo

O Circo do Terror

É muito difícil libertar um povo que vota para ser escravo. Um povo sem memória de sua própria história. Um povo que nem sabe o nome de seus bisavôs e bisavós; Como, quando e porquê partiram. Um povo laico que não compreende a própria cultura e até pensa que não tem cultura. Um povo 46% crente num Deus egocêntrico e charlatão que, ao invés de pacificar, toca o terror nas minorias. Continuar lendo